03 de maio de 2026
Querido diário, espero de todo meu coração, que esse seja o último dia, dessa história. Eu já não tenho mais armaduras para vestir, nem máscaras para usar e dizer que estou feliz como estava. É engraçado como, aonde nossa teimosia pode nos levar, as vezes em lugares altos, com uma vista maravilhosa, e algumas vezes em armadilhas. Abrir mão disso, é uma tentativa de salvar alguma inocência em mim, porque até a pureza que um dia eu carreguei, se tornou um martírio, e eu quis apagar.
As vezes, me pego implorando para nunca mais ver ninguém passando por algo assim, acreditar no amor, acreditar que uma família poderia ser família. Algumas histórias não são para todos viver, hoje eu sei que talvez, eu não mereça, isso foi apenas um sonho bobo de criança, achar que eu poderia viver isso… foi inocência.
Espero que todos sejamos felizes, espero que os filhos que fizemos juntos, sejam muito felizes, que tenham um propósito lindo. Mas espero nunca mais reviver nada. Eu quase não enxergo as coisas boas, elas parecem só segundos dentro dos meses e anos que passamos juntos. Cada vez que via você olhando outra garota, quando qualquer uma parecia mais interessante, porque comigo, você falava rude, como se fôssemos muito íntimos. Mas nunca lhe dei esse tipo de intimidade. Quando você levantou a mão pra mim, não só uma, mas várias vezes. Era mais fácil machucar do que me ouvir? Ou quem sabe, quando me disse para ir embora, grávida, com um bebê de colo, ou grávida e com um bebê de colo, ao mesmo tempo? Você nunca conseguiu olhar para o que eu sentia, fez tudo ser sobre você, sobre o que você estava vivendo, mas nunca acolheu o que eu estava vivendo, e esperava que eu estivesse sempre firme, mas é impossível para qualquer um. Você mesmo não aguentava suas dores.
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